domingo, 30 de novembro de 2008

Adolescência em conflito



Hoje em dia é comum pais se orgulharem ao ver seu filhinho(a) lidando perfeitamente bem com o computador, com o vídeo cassete, com aparelho de DVD e outras parafernálias da tecnologia, muitas vezes quando eles próprios não sabem fazê-lo ou fazê-lo tão bem.
Essa admiração pela versatilidade tecnológica das crianças é, ás vezes, acompanhada de conceitos de pais e avós orgulhoso sobre "as crianças de hoje serem mais inteligentes e espertas que antes".

Atualmente as crianças de hoje deixam de ser subordinadas na medida em que detém mais experiência, deixam de submeter-se à supervisão dos mais velhos, como foi durante muitos anos atrás.
O conflito surge quando a criança se percebe frente a posições contraditórias. Ela é, ao mesmo tempo, aquela que não sabe por não ser adulta ainda, portanto, tendo que obedecer as normasda nossa sociedade cultural de freqüentar a escola, cursos cada vez mais sofisticados e esportes que deixaram há muito o aspecto apenas lúdico e, por outro lado, ela já não pode portar-se como criança. Ou melhor, não pode ser criança por saber mais que os próprios pais a lidar, portanto por ter responsabilidades, com os apetrechos da vida moderna tecnológica.
Já os adolescentes se encontram num mundo de duplos sentidos e contradições. Entre as pulsões para "abraçar o mundo", passando por cima de tudo e de todos, e momentos de depressão e frustração, o adolescente se ressente da falta de liberdade e autonomia dos adultos e, ao mesmo tempo, não pode usufruir da irresponsabilidade da infância..
Durante a puberdade, geralmente, a fase inicial das mudanças no aspecto físico é contrária aos modelos de estética ideais.
A adolescente gostaria de já se ver com seios fartos, ancas roliças, etc., e o menino desejaria ter a musculatura desejável, barba, etc, podendo desencadear sérias dificuldades de adaptação ao grupo de jovens e a sociedade em geral ,apresentando uma baixa auto-estima, uma falta de aceitação pessoal, resultando em problemas depressivos, anoréticos, obsessivo-compulsivos.
As novas relações sociais do adolescente, notadamente com a família com os pais e com o grupo de amigos também podem ser fonte de ansiedade, confusão e sentir que ninguém o entende. Apresentando também angústia de estar só e de ser incapaz de decidir corretamente seu futuro.
Os conflitos tendem a agravar-se, se este jovem estiver inserido numa família que também está em crise, seja por separação dos pais, por violência doméstica, alcoolismo de um dos pais, sérias dificuldades econômicas, doença física ou morte.
Se a crise já estiver se instalado procure ajuda com um psicoterpia familiar ou individual.
Temos que levar em conta o risco de uma depressão grave e até um suicídio.
Vamos observar e trabalhar para um convívio biopsicossocial nos nossos adolescentes!!!

Um comentário:

Scheilla disse...

Acho que vocês terapeutas terão que fazer várias conferências em escolas, faculdades porque a coisa tá feia....Principalmente que a adolecência hoje está se estendendo até aos 30 anos!!! Me pergunto como será a próxima geração deles??? Os nossos netos já serão bebês em conflitos.... Difícil solução??? Será que teremos que voltar ao tempo do castigo e da escravidão!!
bjs.......Scheilla Oak