quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sindrome de PICA F98.3 - 307.52 - DSM.IV



É o apetite compulsivo por substâncias não comestíveis, como carvão, terra, cinza de cigarro, cola, gelo e inclusive cabelo. A síndrome de Pica afeta pessoas de todas as idades e é particularmente comum em mulheres grávidas e crianças, especialmente aquelas de zonas carentes que padecem de desnutrição.

Também afeta a pessoas mentalmente doentes, nos quais é especialmente perigoso porque tratam inclusive de ingerir objetos afiados (acufagia).

É uma condição rara entre seres humanos de apetite por coisas ou substâncias não alimentares (solo/terra, moedas, carvão, giz, tecido, etc.) ou uma vontade anormal de ingerir produtos considerados ingredientes de alimentos, como diferentes tipos de farinha, de tuberosas cruas (como batatas), amidos (por exemplo de milho ou de mandioca), etc.

Não foi encontrada causa real ou cura para a condição.

Os riscos mais graves desta desordem são as obstruções gastro-intestinais ou rompimentos no estômago.

segundo o DSM IV:

Características Diagnósticas:

A característica essencial da Pica é o consumo persistente de substâncias não nutritivas por um período de pelo menos 1 mês .

A substância típica ingerida tende a variar com a idade.

Bebês e crianças mais jovens tipicamente comem tinta, reboco, cordões, cabelos ou tecidos. Crianças mais velhas podem comer fezes de animais, areia, insetos, folhas ou pedregulhos. Adolescentes e adultos podem consumir argila ou terra.

Não existe aversão à comida.

Este comportamento deve ser inapropriado em termos evolutivos e não deve fazer parte de uma prática culturalmente sancionada .

O consumo de substâncias não nutritivas é uma característica associada de outros transtornos mentais (por ex., Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Retardo Mental). Se o comportamento alimentar ocorre exclusivamente durante o curso de um outro transtorno mental, um diagnóstico separado de Pica deve ser feito apenas se o comportamento alimentar for suficientemente severo para indicar uma atenção clínica independente.
(F98.3 - 307.52 - PICA).


3 comentários:

Oso conocido disse...

TODO LOS DÍAS SE APRENDE ALGO NUEVO!
INTERESANTE ARTÍCULO!
ES EVIDENTE QUE SABES DE LO QUE HABLAS!
LÁSTIMA CUANDO LA ANORMALIDAD HACE ESTRAGOS EN LAS PERSONAS!!!

MUCHOS SALUDOS PRA VOCÊ!!!

DESEO QUE LOS DÍAS A VENIR TE ENCUENTREN MUY BIEN ROSA!!!


OSO

Véu de Maya disse...

Viva, Rosa Carvalho!

você tb é maravilhosa pela sensibilidade que revela e pelos ensinamentos que nos oferece. li seu post com atenção e não poderia estar mais de acordo...é um prazer visitá-la...vou visitar o site que me indica...

bjinhos

Véu de Maya.

luiz Fernando disse...

Oi Rosa,
Muito bom esses artigos!
Saudades!!
Janaina