
Jack é um homem extremamente dependente da mulher, é ela quem cuida de todas as coisas da casa e do próprio marido que se mostra incapaz até mesmo de vestir-se sem ajuda.
Mas a doença da esposa faz o filme fluir como uma parodoxal lição de vida – porque o que seria apenas uma crepuscular, trágica e asfixiante história de velhos em doenças terminais, num universo terrível, adquire um sentido de esperança a medida que se descobre que é preciso estar atento aos sentimentos e as sensações.
Com a doença da mãe, John Tremont, aos trinta e poucos anos, tem que deixar de lado a vida de executivo, frio, calculista e ambicioso que trabalha para um grupo que lucra comprando e fechando empresas em dificuldades – para cuidar do pai, com quem não tem muita ou nenhuma proximidade.
Ao lado do filho, Jack precisa aprender a fazer compras, a preparar o café da manhã, a descobrir seus gostos, entre outras coisas. Em dado momento do filme, fica visível a inquietação em John que passou tanto tempo longe do pai quanto do próprio filho e parece existir um temor de um dia, ele estar no lugar do próprio pai. E como se despertasse naquele exato momento, ele tenta descobrir seu filho, um adolescente que em visita aos avós, mostra-se inquieto diante do pai que não é muito mais que um simples estranho.
Talvez a cena mais forte do filme seja quando o filho percebe que o pai pode morrer a qualquer momento e ele não desfrutou da presença dele tanto quanto deveria. A essa altura, John e o filho Billy estão mais próximos e como não pode evitar a morte do pai, pode pelo menos evitar que se perca do filho.
Ao final, em seu último abraço a esposa Beth, o velho-jovem Jack parece dar uma chave para que o sol brilhe na esperança:
- “Morrer não é pecado. Pecado é não viver!".
Vale a pena conferir, essa é a minha sugestão para o final de semana.
Um comentário:
Muito bom prima, irei assistir. Eu, que sou fanático por filmes, certamente alugarei semana que vem! Essa semana peguei marley e eu, depois da vida e a troca e assisti se eu fossevocê 2, que é excepcional e recomendo demais. o que é Tony ramos interpretando senão uma aula do que é ser ator? e Glória pires!!!fantástica...mas, semana que vem não darão furos por lá! beijão! leandro
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