segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Porque os casais em desarmonia conjugal são tão comuns?




Talvez a maior causa de desarmonia conjugal seja a desinformação sobre as desigualdades masculino-feminina em relação à sexualidade. O impulso sexual, tanto feminino quanto masculino, pode se manifestar através da sexualidade erótica ou da sensualidade sublime, embora haja predominâncias.

A tendência à monogamia, por exemplo, é atributo predominantemente feminino, condizente com prerrogativas afetivas de seu psiquismo. A vocação polígama é predominantemente masculina e tem forte vínculo hormonal, relacionado à testosterona. Isso não quer dizer que não existam exceções em ambos os gêneros.

De modo geral, a mulher se satisfaz mais com a sensualidade sublime. O impulso
sexual que atende à sensualidade sublime na mulher pode ter início no café da manhã, através de alguma demonstração de carinho por parte do parceiro, pode exacerbar-se se o parceiro abre a porta do carro, se demonstra qualidades desejáveis para um bom companheiro, como compreensão, participação, cumplicidade, etc.
Finalmente, o impulso sexual feminino se completa com a intimidade na cama, considerando a penetração uma parte (nem sempre a mais importante) da importância sexual global do parceiro.

Para a sensualidade sublime é ativada uma parte do sistema nervoso central chamada de Sistema Límbico.

Emoções e sentimentos, como ira, pavor, paixão, amor, ódio, alegria e tristeza são originadas no Sistema Límbico.

O desejo sexual masculino se estimula mais pelos órgãos dos sentidos do que pelos sentimentos, como é o caso das mulheres. Para a sexualidade masculina é muito importante a visão, o tato, olfato.

Entre o casal existe um sentimento que favorece mais a sensualidade sublime, notadamente por parte das mulheres.
Entre parceiros sexuais existe mais a sexualidade erótica. São coisas diferentes.

A paixão está mais relacionada à sexualidade erótica, enquanto o amor à sensualidade sublime.




Um comentário:

Véu de Maya disse...

Viva, Rosa Caravalho!

Essa difrenciação, numa tipologia geral me parece bem acertada...mas naturalmente, cada caso é um caso...a vertente mais poética do sublime e a vertente mais erótica com carga sexual...sempre fazem parte da líbido, talvez em percentagens diferentes, quer no Homem quer na Mulher...O seu texto é um belo contributo pra educação sexual...

bejinho...tenha uma ótima semana.

Véu de maya